MODOS DE CRIAR: LINGUAGENS E A ESTETIZAÇÃO DA TECNOLOGIA
Olá pessoal, criei este vídeo-blog com algumas finalidades: a primeira delas é que este vídeo-blog é um requisito de avaliação na disciplina História Contemporânea ministrada pelo Profº. Mestre Luciano Carneiro Alves do curso de História da Universidade Federal de Mato Grosso – CUR. A segunda é promover discussões acerca do papel das linguagens e a estetização da tecnologia na Contemporaneidade, na qual, apresentarei alguns textos que li durante o curso e que se fazem necessários para a compreensão do tema acima proposto.
O primeiro vídeo é uma interpretação/análise/síntese pessoal, na qual apresento no vídeo a minha experiência que adquiri com as leituras realizadas durante o curso.
O próximo vídeo apresenta um panorama geral do conceito e contexto "Pós-Modernidade " que fala de um momento posterior à Modernidade, da qual, entendida historiograficamente como a idealização do indivíduo em seu tempo, em detrimento dos tempos anteriores estando intrinsecamente ligado ao avanço técnico e tecnológico, refletindo na dinâmica social e na constituição de sua identidade. Dentre os elementos que constituem a Pós-Modernidade, podemos citar: o culto ao presente, o fim das utopias, a crise dos paradigmas, o mal-estar social, a mídia instantânea, o hedonismo, o simulacro (que nada mais é do que a substituição do real pelo artificial); tudo isso catalisado pelo desenfreado avanço tecnológico.
A OBRA DE ARTE NA ERA DE SUA REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA
Desde o momento que a imprensa foi criada, uma massa considerável da população passou a consumir um maior número de informações, devido seu caráter reprodutório, simbolizando, assim, uma maneira mais fácil da arte ser consumida. Porém essa reprodutibilidade técnica mudou o caráter da maneira como a arte se concebe (fala-se aqui da indústria cultural, da estetização política, do surgimento da propaganda, etc). O vídeo a seguir ilustra bem a utilização da mídia cotidiana para a propagação de ideais políticos, neste caso, contrários ao regime nazista. Ilustra também a inserção massiva da simbologia ideológica no cotidiano.
O fluxo massivo da informação faz com que grande parte da massa não problematize o que que está sendo consumido enquanto arte, sendo assim, o efeito ideológico implícito na produção artística passa despercebido pelo público na maioria das vezes.
No vídeo a seguir, fica explícito a factualização do acontecimento, bem como, sua difusão em tempo real da informação, que caracteriza a mídia instantânea. Esse imediatismo faz com que a informação recebida tenha um caráter real, dessa forma, não dando tempo para problematizar a situação exposta.
UMA HISTÓRIA SOCIAL DO ROCK
Os numerosos estilos criados durante os primeiros trinta anos do pop/rock receberam nomes específicos segundo suas raízes, características musicais, conteúdo das letras e a relação com o meio político e cultural que os circundavam. O historiador Paul Friedlander vai além da pura apreciação artística com o Rock, tomando o como um produto social.
Embora o rock não tenha mudado a sociedade, ele serviu para influenciar determinadas mudanças e tendências. Um exemplo claro disso é o fato de Elvis Presley aparecer na mídia televisiva, rebolando os quadris (como os negros - e que em muitas aparições em televisões não era mostrado da cintura para baixo), cantando música "de negros" (devido a potência de sua voz) e celebrando uma cultura "marginal", ora, ninguém deixou de ser racista por isso, mas mostrava que o país estava mudando.
Juntamente com o surgimento do rock, a sociedade Norte-Americana presenciava um fenômeno que se tornaria de extrema importância para sua explosão, o aparecimento do adolescente, que até meados do século 20, tiveram uma vida dura nos Estados Unidos, pois, precisavam trabalhar para ajudar os pais a sustentar a casa, já que os Estados Unidos haviam passado por duras Guerras além da Grande Depressão, ou seja, para a sociedade de consumo, o adolescente não existia. Não havia música ou filmes produzidos para esse público.
Após a Segunda Guerra, os Estados Unidos passaram por uma fase de prosperidade, na qual, a economia entrou em crescimento e um novo mercado, voltado para os adolescentes foi criado.
John Savage em seu livro, fala que há um casamento entre mercado e cultura, mas que a sociedade industrial deixou a adolescência em uma lacuna de sentido, que foi preenchida pela tão cantada delinquência juvenil. Ora, o adolescente não é criança, mas, também, não é adulto e mais; não existia, até a eclosão do movimento roqueiro, um rito de iniciação na sociedade ocidental. A partir da medade do século, esse rito foi instituído com sua raiz na contracultura e os preparou para a sociedade de consumo. Na adolescência roqueira, que nasceu com a flor e o amor, o jovem aprende os princípios básicos que o nortearão posteriormente, na idade adulta. Dessa forma, pode-se entender a relação entre esse espaço dedicado aos jovens, o preenchimento desse espaço a partir da metade do século com a cultura teenager e pode-se vislumbrar que isso veio dar no que conhecemos hoje, como uma sociedade de consumo na qual a rerpressão é exercida com muita satisfação, com a sedução do ter e do gozar.
Hollywood lançou filmes direcionados aos adolescentes, na qual, revelaram Marlon Brando e James Dean interpretando jovens em conflito com a geração de seus pais. A rebeldia virou moda, Elvis surge, dando voz a uma geração "teen" cansada da caretice de seus pais.
A sociedade de consumo não demorou para perceber o potencial "teenager", o que fez com o que rock explodisse na América, não apenas a música, mas todos os seus "agregados" como filmes, livros, revistas, posteres e outras bugigangas especialmente direcionada a esses novos consumidores, daí a relação entre sociedade de consumo e história do rock, na qual os jovens passaram a se identificar com seus ídolos, estabelecendo uma relação mais próxima com a música. E não apenas isso, o rock passou a buscar na sociedade, principalmente entre os adolescentes, os temas de suas músicas. Essa interrelação fez do rock a música mais popular, refletindo também na moda, no comportamento e nas atitudes dos jovens.
Steiner lamenta hoje que a maior fonte de lucratividade no mundo é a droga e a pornografia. Ora, ele poderia ter pensado, quando escreveu os textos que compõem o Castelo do Barba Azul, que a tal metacultura roqueira estava compondo e preparando a realidade que hoje ele olha e, espantado, exclama: "Oh, meu Deus!". Isso acontece quando resolvemos estudar e compreender os fatos da cultura sem considerar que há um poder hegemônico e que é esse poder que dá as cartas e distribui os coringas. Em outras palavras, o mercado define o que e por quem será consumido, incluindo o rock.
Embora o rock não tenha mudado a sociedade, ele serviu para influenciar determinadas mudanças e tendências. Um exemplo claro disso é o fato de Elvis Presley aparecer na mídia televisiva, rebolando os quadris (como os negros - e que em muitas aparições em televisões não era mostrado da cintura para baixo), cantando música "de negros" (devido a potência de sua voz) e celebrando uma cultura "marginal", ora, ninguém deixou de ser racista por isso, mas mostrava que o país estava mudando.
Juntamente com o surgimento do rock, a sociedade Norte-Americana presenciava um fenômeno que se tornaria de extrema importância para sua explosão, o aparecimento do adolescente, que até meados do século 20, tiveram uma vida dura nos Estados Unidos, pois, precisavam trabalhar para ajudar os pais a sustentar a casa, já que os Estados Unidos haviam passado por duras Guerras além da Grande Depressão, ou seja, para a sociedade de consumo, o adolescente não existia. Não havia música ou filmes produzidos para esse público.
Após a Segunda Guerra, os Estados Unidos passaram por uma fase de prosperidade, na qual, a economia entrou em crescimento e um novo mercado, voltado para os adolescentes foi criado.
John Savage em seu livro, fala que há um casamento entre mercado e cultura, mas que a sociedade industrial deixou a adolescência em uma lacuna de sentido, que foi preenchida pela tão cantada delinquência juvenil. Ora, o adolescente não é criança, mas, também, não é adulto e mais; não existia, até a eclosão do movimento roqueiro, um rito de iniciação na sociedade ocidental. A partir da medade do século, esse rito foi instituído com sua raiz na contracultura e os preparou para a sociedade de consumo. Na adolescência roqueira, que nasceu com a flor e o amor, o jovem aprende os princípios básicos que o nortearão posteriormente, na idade adulta. Dessa forma, pode-se entender a relação entre esse espaço dedicado aos jovens, o preenchimento desse espaço a partir da metade do século com a cultura teenager e pode-se vislumbrar que isso veio dar no que conhecemos hoje, como uma sociedade de consumo na qual a rerpressão é exercida com muita satisfação, com a sedução do ter e do gozar.
Hollywood lançou filmes direcionados aos adolescentes, na qual, revelaram Marlon Brando e James Dean interpretando jovens em conflito com a geração de seus pais. A rebeldia virou moda, Elvis surge, dando voz a uma geração "teen" cansada da caretice de seus pais.
A sociedade de consumo não demorou para perceber o potencial "teenager", o que fez com o que rock explodisse na América, não apenas a música, mas todos os seus "agregados" como filmes, livros, revistas, posteres e outras bugigangas especialmente direcionada a esses novos consumidores, daí a relação entre sociedade de consumo e história do rock, na qual os jovens passaram a se identificar com seus ídolos, estabelecendo uma relação mais próxima com a música. E não apenas isso, o rock passou a buscar na sociedade, principalmente entre os adolescentes, os temas de suas músicas. Essa interrelação fez do rock a música mais popular, refletindo também na moda, no comportamento e nas atitudes dos jovens.
Steiner lamenta hoje que a maior fonte de lucratividade no mundo é a droga e a pornografia. Ora, ele poderia ter pensado, quando escreveu os textos que compõem o Castelo do Barba Azul, que a tal metacultura roqueira estava compondo e preparando a realidade que hoje ele olha e, espantado, exclama: "Oh, meu Deus!". Isso acontece quando resolvemos estudar e compreender os fatos da cultura sem considerar que há um poder hegemônico e que é esse poder que dá as cartas e distribui os coringas. Em outras palavras, o mercado define o que e por quem será consumido, incluindo o rock.
A indústria fomentou e capturou a rebeldia, fazendo-a funcionar a seu favor. E a criação da revolta jovem, a liberalização sexual, a destruição da família tradicional, o ataque aos saberes tradicionais me parecem claramente ter beneficiado a eclosão de uma sociedade pautada pelo consumo, pela hegemonia absoluta do capital, pela louvação ao tal mercado.
Hoje vê-se em algumas bandas de rock um compromisso militante que critica o modo de vida imperado pelo consumo, que seus antepassados inconscientemente ajudaram a consolidar. É o caso do vídeo a seguir, na qual o clipe "Amerika" da banda Rammstein tecem uma forte crítica à "americanização" do modo de viver e consumir.
Hoje vê-se em algumas bandas de rock um compromisso militante que critica o modo de vida imperado pelo consumo, que seus antepassados inconscientemente ajudaram a consolidar. É o caso do vídeo a seguir, na qual o clipe "Amerika" da banda Rammstein tecem uma forte crítica à "americanização" do modo de viver e consumir.
Savage não fala de um jogo fácil entre "Mercado e Cultura", mas da criação social do teenager e da influência mercadológica na cultura roqueira. Ele ilustra eficientemente como os jovens vieram sempre ocupando o espaço de rebeldia que a sociedade industrial lhes ofereceu. Não dá para subestimar as implicações culturais e a força do rock, mas sem a ajuda da indústria, não vingaria como vingou. Além do mais, acreditar de forma diferente me parece ignorar a força da mídia. Se os jovens alemães que curtiam jazz durante o nazismo tivessem a mídia do seu lado, certamente estaríamos falando da revolução do jazz nascida nos Estados Unidos e na Alemanha nazista, contra o nazismo. Não subestimar a força do rock não pode significar acreditar que ele mudou o mundo, pois, ele foi instrumento de uma mudança, que, não acho tão libertária.
No próximo vídeo veremos que ainda hoje é possível encontrar bandas humanamente engajadas, apesar da dinâmica comercial na música, como por exemplo, o clipe "Humanity" da banda Scorpions.
A cultura é política, essencialmente, é campo de guerra e dessa forma é preciso pensar no conceito de arma silenciosa, que é uma arma que se embrenha na cultura e nos atinge sem que saibamos de onde vem o golpe. Afinal, qual seria a relação entre Rock e Segunda Guerra? Ora, a geração que viveu os "anos dourados" do rock nasceu durante a guerra e cresceu sobre as ruínas. Entretanto, o rock surge nos Estados Unidos, cujo território não foi palco de guerra, e mesmo que pensemos que o advento do rock tenha sido uma reação cultural direta do trauma da guerra, só podemos relacioná-lo indiretamente com ela, pois, é obvio que as mudanças trazidas às relações societárias pelo esforço de guerra contribuíram, mesmo que indiretamente, para o advento do rock enquanto expressão juvenil, é só lembrar que as mulheres, por exemplo, ingressara, no mercado de trabalho com o esforço de guerra, mesmo nos Estados Unidos, o que foi um impacto sobre as relações familiares tradicionais. Ao terminar de ler Savage, fiquei com a impressão de que ele reduz o termo "teenage" a um jogo fácil entre "mercado e cultura", mas o fato é que o rock renasceu a partir dos anos 60 como o grande emblema da efervescência cultural que definiria aqueles anos mais do que qualquer outra coisa. Naquele contexto cultural, a vocação rebelde e transgressora o transformou no catalisador de uma cultura de juventude que, apesar de gradativamente incorporada à sociedade daquela época, impuseram modificações profundas no plano dos costumes e valores.
O próximo vídeo mostra bem o teor mobilizador e contestador que o rock dirigia à juventude, na qual, ficou imortalizado pela música "The Wall" da banda Pink Floyd, onde, se faz uma crítica ao sistema educacional vigente, mas não somente isso, busca ver as coisas de uma maneira diferente, fazendo-nos repensar sobre determinados padrões. Devemos perceber no mundo os paradigmas existentes e quais precisam ser quebrados para que as mudanças gerem ganhos sociais ou mesmo pessoais, pois, o jovem muitas vezes também é conduzido por forças que não conhece na sociedade de consumo, fazendo com que acabe sendo induzido a comprar, a consumir, a pensar seguindo interesses específicos.
Podemos argumentar que a marca indicativa realmente importante da história da segunda metade do século XX não é a ideologia nem as ocupações estudantis, mas, sim o avanço do jeans, onde Levi Strauss triunfou, assim como o rock, como distintivo da juventude.
Durante os anos 60, a sociedade Norte-Americana esteve fraturada, não só pelos já correntes conflitos raciais, mas, também pela então novidade do antagonismo radical entre jovens e adultos, fenômeno esse, cuja gênese e dinâmica ainda estão por ser devidamente pesquisados, talvez como desdobramento do bipartidarismo ideológico introduzido pela Guerra Fria que em fins dos anos 50 ganharia uma personificação bastante concreta com a Guerra da Coreia e posteriormente com a Guerra do Vietnã.
Parece claro que os produtores Hollywoodianos entenderam a "Revolta Junvenil" como um grande negócio, na qual, realizaram grandes negócios com esse produto, o da "rebeldia simbólica" que, na prática, se revoltou para ser melhor entendida, valorizada e, é claro, vendida como faria, sem pudor, o tipo rebelde de Erick Fromm, que definiu rebelde como "aquele que critica alguma coisa até o momento em que pode repetir aquilo critica"; uma ironia, pois, o rebelde, assim, seja um conservador. Diferente do revolucionário que é aquele que rompe com uma situação para criar outra e não quer ser aceito por quem critica, mas sim transformar. Dessa forma, fica a pergunta: a cultura do rock não lhe parece muito mais rebelde (conservadora) do que revolucionária (transformadora)? Não seria então, o hip-hop uma base mais revolucionária que rebelde? Bem, no meu ponto de vista, o hip-hop é uma revolução, ao passo seus autores expressam seus pontos de vista político, denunciam as mazelas do mundo e as injustiças sociais em que vivem e passando para os outros, por meio da música suas ideologias.
É preciso aprofundar inúmeras questões do passado para entender o que foi a tal contracultura, a consciência (ou inconsciência) underground, o fenômeno do rock com um elemento cultural catalisado de mensagens que formam não apenas opiniões, mas identificações, e consequentemente, identidades, levando a outra pergunta: por que isso aconteceu na Inglaterra e nos Estados Unidos, sendo que nestes, a participação na Guerra foi bem mais limitada? Por que não aconteceu, por exemplo, na Alemanha, França ou Itália?
Bem, Savage nos conta em "A Criação da Juventude" que haviam muitos jovens revoltados nesses lugares, mas, que somente na metade do século, ficou estabelecido um parâmetro conceitual do que seria essa tal juventude que viria a se rebelar.
O problema do rock é que a juventude acredita demais nas propostas libertárias. Falam de modo muito superficial, mais do que um estilo musical ou vertente da música popular contemporânea, o rock, pelas peculiaridades de suas origens, foi um canalizador das incertezas e dúvidas da geração de jovens que sofreram o impacto cultural da 2ª Guerra Mundial.
Pode-se dizer que o fantasma da barbárie da guerra e o contexto de desenvolvimentos técnico-científicos dos anos 50, permitiram uma redefinição qualitativa do papel social dos jovens na sociedade ocidental, apesar da tensão introduzida por um crescente dualismo ideológico configurado pelo imaginário da Guerra Fria que, então, começava a se formar e provocava uma radicalização dos setores conservadores da sociedade.
Foi nesta curiosa soma de circunstâncias que, mais do que qualquer outra forma de codificação cultural, o rock, de modo mais ingênuo nos anos 50 e mais contundente nos anos 60, afirmou-se como complexo simbólico responsável por uma verdadeira catarse juvenil, por um questionamento das configurações tradicionais da vida sustentadas pelas formatações da cultura vigente, apontando para uma afirmação de liberdade do indivíduo na esfera pública e privada inspirado por um ethos social hedonista e crítico com relação aos lugares comuns da tradição. Essa característica hedonista, socialmente descomprometida do rock engolido pela dinâmica comercial ecoa nas músicas de hoje, mais do que antes, como pode ser observado no próximo vídeo com a música "Sem Cansar" da banda Capital Inicial, que aborda de forma implícita as questões do prazer sexual.
Foi nesta curiosa soma de circunstâncias que, mais do que qualquer outra forma de codificação cultural, o rock, de modo mais ingênuo nos anos 50 e mais contundente nos anos 60, afirmou-se como complexo simbólico responsável por uma verdadeira catarse juvenil, por um questionamento das configurações tradicionais da vida sustentadas pelas formatações da cultura vigente, apontando para uma afirmação de liberdade do indivíduo na esfera pública e privada inspirado por um ethos social hedonista e crítico com relação aos lugares comuns da tradição. Essa característica hedonista, socialmente descomprometida do rock engolido pela dinâmica comercial ecoa nas músicas de hoje, mais do que antes, como pode ser observado no próximo vídeo com a música "Sem Cansar" da banda Capital Inicial, que aborda de forma implícita as questões do prazer sexual.
Pode-se dizer que a partir da década de 70 houve uma diluição deste impulso libertário, mas as configurações culturais, impulsionadas por um avanço técnico cientifico cada vez maior, dentre outros fatores, conduziu as sociedades ocidentais contemporâneas a um tal grau de complexidade que seria cabível questionar até que ponto o rótulo de “capitalista” é adequado para definir complexos societários onde o econômico e o cultural já não são esferas tão diferenciadas umas das outras e o jogo do mercado e a organização social da vida alcança níveis de fragmentação, diversificação e interação, que pouco lembram os padrões da sociedade industrial oitocentista onde o conceito de capitalismo se popularizou.
O caso é que o rock nasce filho de uma sociedade de massas, no seio de algo que Adorno e Horkheimer chamaram de indústria cultural. O fato é que a cultura roqueira e da contracultura underground só alcançaram a importância social que têm graças à divulgação dos meios de comunicação de massa, o que quase corresponde a dizer que foram esses veículos que o divulgaram amplamente e, logo, tiveram inegável influência na sua formulação e caracterização desde praticamente o início.
O movimento "indie" (abreviação de "independent") surge como oposição à industria cultural no rock, buscando se caracterizar por uma produção independente das grandes gravadoras e longe dos parâmetros estéticos impostos pelo mercado fonográfico. Esse movimento buscava uma produção mais genuína, mais autêntica, o menos comercial possível, e com isso também simbolizou o resgate de estilos esquecidos (constituindo um perfil estético saudosista) e o surgimento de estilos experimentais, como no vídeo a seguir, na qual o "indie", incorporado pela indústria musical, passa a se referir a um estilo musical (não de forma precisa), já que o movimento aponta diversos sub-estilos) e perde o caráter de movimento cultural de oposição à cultura hegemônica no qual foi concebido, apesar de algumas bandas resistirem ao massivo ataque da indústria.
A cultura se move de acordo com interesses que não parecem ter nada de naturais. E os meios de informação, a qual chamamos "mídias" tem imensa influência na determinação dos movimentos da cultura, divulgando somente o que interessa (já que são empresas comprometidas com o próprio lucro), bem como moldam o que divulgam de acordo com seus interesses.
Com o crescimento das metrópoles e da indústria, muitos jovens aderiram a violentas gangues, como por exemplo, os hooligans, buscando encontrar seu lugar social, mas, também tiveram muitos jovens que adotaram um estilo de vida niilista, como por exemplo, os junkies. Como o conceito de adolescência não existia, ignorava-se a importância de uma educação prolongada e de se entender melhor esse estágio.
O próximo vídeo mostra uma reflexão acerca da angústia do ser humano quando da ideia da procura de controle e de algo padronizado sobre a vida, na qual tudo tem-se o preço a se pagar por ilusões de controle.
Em 1905, artigos sobre "meninos" e "delinquência juvenil" eram dez vezes maior numerosos que na década anterior. Nos anos seguintes, a Primeira Guerra criaria uma geração completamente desalentada. Terminado o conflito, Savage relata que o "idealismo tinha virado palavrão". Todos os grandes temas haviam se pulverizado, e no lugar deles havia um hedonismo imprudente e afoito. Esse ímpeto combinou com o surgimento do consumo de massa.
Em 1922, pelo menos 45% dos adolescentes americanos iam ao cinema uma vez por semana, e dançava ao som de ragtime e jazz. Estava aí o protótipo do adolescente como conhecemos hoje.
O movimento "indie" (abreviação de "independent") surge como oposição à industria cultural no rock, buscando se caracterizar por uma produção independente das grandes gravadoras e longe dos parâmetros estéticos impostos pelo mercado fonográfico. Esse movimento buscava uma produção mais genuína, mais autêntica, o menos comercial possível, e com isso também simbolizou o resgate de estilos esquecidos (constituindo um perfil estético saudosista) e o surgimento de estilos experimentais, como no vídeo a seguir, na qual o "indie", incorporado pela indústria musical, passa a se referir a um estilo musical (não de forma precisa), já que o movimento aponta diversos sub-estilos) e perde o caráter de movimento cultural de oposição à cultura hegemônica no qual foi concebido, apesar de algumas bandas resistirem ao massivo ataque da indústria.
A cultura se move de acordo com interesses que não parecem ter nada de naturais. E os meios de informação, a qual chamamos "mídias" tem imensa influência na determinação dos movimentos da cultura, divulgando somente o que interessa (já que são empresas comprometidas com o próprio lucro), bem como moldam o que divulgam de acordo com seus interesses.
Com o crescimento das metrópoles e da indústria, muitos jovens aderiram a violentas gangues, como por exemplo, os hooligans, buscando encontrar seu lugar social, mas, também tiveram muitos jovens que adotaram um estilo de vida niilista, como por exemplo, os junkies. Como o conceito de adolescência não existia, ignorava-se a importância de uma educação prolongada e de se entender melhor esse estágio.
O próximo vídeo mostra uma reflexão acerca da angústia do ser humano quando da ideia da procura de controle e de algo padronizado sobre a vida, na qual tudo tem-se o preço a se pagar por ilusões de controle.
Em 1905, artigos sobre "meninos" e "delinquência juvenil" eram dez vezes maior numerosos que na década anterior. Nos anos seguintes, a Primeira Guerra criaria uma geração completamente desalentada. Terminado o conflito, Savage relata que o "idealismo tinha virado palavrão". Todos os grandes temas haviam se pulverizado, e no lugar deles havia um hedonismo imprudente e afoito. Esse ímpeto combinou com o surgimento do consumo de massa.
Em 1922, pelo menos 45% dos adolescentes americanos iam ao cinema uma vez por semana, e dançava ao som de ragtime e jazz. Estava aí o protótipo do adolescente como conhecemos hoje.
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